Apontamentos da PNS: pesquisa revela dados de saúde ligados aos hábitos de vida da população e aponta disparidades relacionadas à escolaridade e gênero

Divulgada em três volumes, a Pesquisa Nacional de Saúde 2013, mais recente realizada, traçou um panorama da saúde do brasileiro, através da observação de diversos fatores. O inquérito observou que, havia no Brasil 146,3 milhões de pessoas com 18 anos de idade ou mais. Deste total de indivíduos, 66,1% avaliaram sua saúde como boa e muito boa. Distinguindo por gênero, a porcentagem de homens que fez esta avaliação chegou a 70,3% e a de mulheres a 62,4. Observou-se ainda que, as pessoas com maior grau de escolaridade avaliaram melhor suas condições de saúde. Tido como o inquérito de saúde mais completo do Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde foi realizada em 64 mil domicílios, em 1.600 municípios de todo o país, entre agosto de 2013 e fevereiro de 2014.

Entre pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto 49,2% avaliaram a própria saúde como boa ou muito boa, já no grupo com ensino superior completo, esta avaliação alcançou 84,1% de pessoas.

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Com relação ao estilo de vida da população, a PNS investigou hábitos de consumo alimentar através de indicadores de padrões saudáveis e não saudáveis. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é recomendado o consumo de 400 gramas diárias de frutas e hortaliças, o equivalente a 5 porções/dia. Segundo a pesquisa, o percentual de pessoas com 18 anos ou mais de idade que informaram consumir a quantidade recomendada foi de 37,3%. A região Nordeste teve a menor porcentagem registrada 28, 2%, a Sudeste alcançou 42,8%, Sul 34,2, a Centro-Oeste marcou 43,9% e Norte 36,6.
O consumo regular de feijão, equivalente a cinco dias ou mais da semana, foi citado por 71,9% de pessoas entrevistadas. Mulheres apresentaram índices de consumo inferior em relação aos homens, sendo elas 67,6% e eles 76,8%. Pessoas sem instrução ou nível fundamental incompleto apresentaram 77,3% de consumo regular. E aquelas com nível superior completo apresentaram porcentagens de consumo abaixo das médias de pessoas com menor escolaridade, marcando 54,9%.
No padrão de consumo alimentar não-saudável, utilizado na pesquisa, está localizado o consumo regular de produtos como: refrigerante, leite integral, carnes com excesso de gordura aparente, sal e frango com pele. Foram observados o consumo de excesso de gordura por 37,2% de pessoas, sendo o maior consumo entre os homens 47,2%, entre pessoas mais jovens e com menor escolaridade.
Outro registro importante feito pela pesquisa foi o consumo excessivo de refrigerante. No país, quase ¼ da população (23,4%) maior de 18 anos, consumiam regularmente refrigerante. O hábito é mais frequente em homens.

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Sobre o consumo de álcool a pesquisa mostrou que entre a população com 18 anos ou mais, o número de pessoas que costumava beber uma vez ou mais por semana alcançou 24,0%. A maioria foi de homens que representam mais que o dobro da quantidade de mulheres que bebem uma vez por semana ou mais, na faixa etária acima de 18 anos.
Com relação à atividade física, a PNS registrou que, 46,0% dos adultos brasileiros são insuficientemente ativos, ou seja, não praticam atividades físicas ou o fazem por menos de 150 minutos por semana, que é o tempo recomendado. O grupo de idade menos sedentário está entre 18 e 24 anos de idade.

Os dados da pesquisa estão disponíveis para consulta aqui.

 

Referência Bibliográfica

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2013: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação [Internet]. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2014 [acesso em 09 jan 2015]. Disponível em: ftp://ftp.ibge.gov.br/PNS/2013/pns2013.pdf

 

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