Saúde no Brasil em 2050: artigo analisa a contribuição da biotecnologia para a medicina regenerativa

As áreas de engenharia tecidual, biomateriais, órteses e próteses estão no centro de transformações tecnológicas, econômicas e sociais que moldarão a saúde até 2050. Esses campos interdisciplinares desempenham papel estratégico tanto na reabilitação funcional quanto na regeneração de tecidos e no desenvolvimento de soluções assistivas personalizadas. Avanços em tecnologias convergentes – como bioimpressão 3D, nanotecnologia, materiais bioativos e inteligência artificial (IA) – estão acelerando a transição para uma medicina mais personalizada, regenerativa e distribuída. Diante desse contexto, a convite do projeto Saúde no Brasil em 2050 da Iniciativa Saúde Amanhã, ligada à Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030, os pesquisadores José Mauro Granjeiro[1] e Leandra Santos Baptista[2] traçaram um panorama prospectivo até 2050, com foco no Brasil, para subsidiar políticas públicas, estratégias de investimento, regulação e inovação tecnológica em saúde. O artigo Panorama para 2050 nas áreas de engenharia tecidual, biomateriais, órteses, próteses e tecnologias assistivas no brasildisponível para dowload gratuitocombina evidências científicas, dados industriais e sinais emergentes de futuro, a partir de uma abordagem integrada de inteligência estratégica.

Os principais objetivos da análise são identificar tendências globais e oportunidades nacionais em engenharia tecidual, biomateriais e tecnologias assistivas; avaliar capacidades científicas, produtivas e regulatórias do país; mapear gargalos e riscos estratégicos que podem limitar o desenvolvimento dessas áreas no Brasil; e construir cenários futuros e propostas de ação alinhadas aos interesses do Sistema Único de Saúde (SUS), da sociedade e da política industrial nacional.

O Brasil possui competências relevantes em pesquisa, biodiversidade e formação de recursos humanos, mas também enfrenta desafios relacionados à fragmentação institucional, baixa densidade empresarial de base tecnológica e marcos regulatórios pouco adaptados à velocidade da inovação. Diante disso, o Saúde no Brasil 2050 considera relevante trazer a público análises que articulem capacidades científicas e produtivas com planejamento de longo prazo, integração regulatória e estímulo à produção nacional.

Autores: José Mauro Granjeiro [1] e Leandra Santos Baptista [2]

[1] Graduado em Odontologia pela Universidade de São Paulo (1989), mestre em Ciências/Bioquímica pela Universidade Estadual de Campinas (1994) e doutor em Ciências/Química pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Realizou estágio pós-doutor em Biologia Celular e Molecular no Instituto de Química da USP (1999-2000). É Professor Associado da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Odontologia Profissional do ILAPEO e docente colaborador do Programa de pós-graduação Biotrans (Unigranrio-Inmetro-UEZO). Atualmente é Especialista Sênior em Metrologia e Qualidade do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

[2] Graduação em Ciências Biológicas e doutorado em Ciências Morfológicas (2008) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Pesquisadora visitante na Universidade de Lyon, França em 2017. Fellowship do Programa Marie Curie, Eden Tech, França, Paris (2021 – 2023). Atualmente é Professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Pesquisadora Colaboradora do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

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