Estratégias de enfrentamento das iniquidades em saúde com base em informação e monitoramento

A segunda mesa sobre o tema “Monitorando o progresso: Mensuração e análise da informação sobre políticas e Determinantes Sociais”, promovida na tarde de 20 de outubro, contou com a participação de Ala Awan, Abdul Abdula, Henry Madzorera, Jaime Breilh, Myrna Cunningham, Nancy Krieger, Abhay Shukla e Sharon Friel.

O ministro da Saúde e Bem-Estar Infantil do Zimbabwe, Madzorera apresentou a Equity Watch, uma entidade que se dedica à análise da situação de saúde com ênfase nas iniquidades, como subsidio para a tomada de decisões de estratégias nacionais de combate ás mesmas. Abdul Abdula, representante das Maldivas, falou sobre o sistema de saúde em seu país, que está investindo na redução da pólio e controle de tuberculose.

Ele contou que hoje, o enfrentamento da dengue é um novo desafio para o país. Segundo Abdul, doenças não transmissíveis também estão merecendo atenção especial, e a descentralização dos serviços de saúde é uma meta daquele governo.

Já Abhay Shukla, coordenador da SATHI, relatou que, na Índia, as comunidades estão trabalhando com a coleta de informações sobre serviços e ações de saúde. “Boletins são organizados e impressos para divulgação da informação de saúde pública. O monitoramento é uma ferramenta importante para orientar o governo indiano na condução de políticas de saúde e na redução de desigualdades na saúde”, ressaltou.

Nancy Kreiger, da Escola Harvard de Saúde Pública, disse que estratégias como relatórios epidemiológicos são importantes na análise de desigualdades na saúde. “Mas a responsabilidade dos epidemiologistas sociais vai além disso. Perguntas como a magnitude das doenças em cada comunidade e a observação das desigualdades nos diversos estratos, são essenciais. Os dados recentes retratam aumento das iniquidades em saúde nos EUA”, lembrou.

Jaime Breilh, da Universidade Andina Simon Bolivar, cita que existem diferentes escolas que se dedicam ao estudo dos DSS, frisando que, pressões ideológicas e institucionais são grandes no caminho que leva à redução das iniquidades “Desafio é superar as diferenças conceituais e nos concentrarmos na ação”.

Myrna Cunningham, Presidente do Fórum Permanente das Nações Unidas para Temas Indígenas, falou sobre esta população. Para ela, a temática da saúde indígena é uma grande preocupação nos dias de hoje.“Os governos precisam incluir mecanismos de participação de representantes indígenas nos espaços de discussão e tentar mudar os indicadores de saúde. Indicadores culturais são necessários na avaliação do estado de saúde indígena. O Estado deve também reconhecer os direitos indígenas à saúde, educação e ao controle das decisões que são tomadas sobre tudo isso”, alertou. “Direitos humanos são universais. A discussão é como incluir essa discussão enquanto direito coletivo”, concluiu ela.

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