PNAD Contínua traça panorama do emprego no Brasil em 2014 e aponta diferenças regionais

Empregos formais do setor privado: dados apontam as diferenças regionais.
Empregos formais do setor privado: dados apontam as diferenças regionais.

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada no último dia 10, colheu amostras por todo o país e apontou que a taxa média de desemprego no Brasil caiu em 2014. Ela fechou o ano em 6,8, enquanto em 2013 havia atingido a marca de 7,1%. O número de pessoas desocupadas no ano passado, porém, ficou em 6,5%, levemente elevado, se comparado ao mesmo período de 2013 quando o índice foi de 6,2%.

Do último trimestre de 2013 para o de 2014 ocorreu crescimento da taxa de desocupação nas Regiões Nordeste (de 7,9% para 8,3%), Sudeste (de 6,2% para 6,6%) e Centro–Oeste (de 4,9% para 5,3%). Já nas regiões Norte e Sul o número manteve-se estável.

Também neste período de 2014 a ocupação entre pessoas com idades entre 25 a 39 anos foi de cerca de 75,8% e na faixa entre 40 a 59 anos de 69,9%. Já os jovens de 18 a 24 anos alcançaram 57,9%. No mesmo período o número de pessoas com empregos formalizados no setor privado mostrou discrepância entre as regiões. Os números do setor indicam as desigualdades entre as regiões, no que se refere aos postos formais de trabalho (gráfico). Ainda no 4º trimestre do ano passado 77,7% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, apresentando avanço de 1,3 ponto percentual em relação ao 4º trimestre do ano anterior. No entanto, se analisados os dados regionalmente, é possível verificar que as regiões Norte e Nordeste apresentaram índices significativamente menores neste indicador, sendo 64,8% para a região Norte e 63,4% para a Nordeste, porcentagens inferiores as das demais regiões, visto que Sudeste atingiu 82,9%, Centro-Oeste 78,5%, Sul 84,7% e o já citado índice geral foi de 77,7%.

De acordo com a PNAD Contínua as mulheres permanecem como a maioria entre as pessoas em idade de trabalhar. Ainda no último trimestre de 2014 elas representavam 52,4% do total de trabalhadores, resultado semelhante aos demais trimestres do ano.

A análise mostrou ainda que o desemprego entre jovens é estável, embora a taxa de desocupação tenha sofrido uma leve elevação entre os indivíduos entre 18 e 24 anos, indo de 15% para 15,1%. O mesmo ocorreu com maiores de 60 anos, indo de 1,8% para 2%.

O número de indivíduos ocupados no 4º trimestre de 2014 atingiu 69,5%. Foram registrados ainda: 23,4% de trabalhadores por conta própria. Neste período os indivíduos em idade de trabalhar representou 80,4% da população total.

A pesquisa foi desenvolvida com base em metodologia que segue as indicações da Organização Internacional do Trabalho, cujos apontamentos foram decididos na convenção de Genebra, ocorrida em outubro de 2013.

 

Referências Bibliográficas

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. [acesso em 20 fev 2014]. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pnad_continua/

Indicadores IBGE:  Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 4º trimestre de 2014. [acesso em 20 fev 2014].Disponível em: ftp://ftp.ibge.gov.br/Trabalho_e_Rendimento/Pesquisa_Nacional_por_Amostra_de_Domicilios_continua/Fasciculos_Indicadores_IBGE/pnadc_201404_trimestre_caderno.pdf

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